Vinho Nacional - Queda nas vendas no primeiro semestre foi de 12,8%
Fonte: Jornal do Comércio - RS
Patrícia Comunello
A queda de vendas de vinho nacional foi de 12,8% no primeiro semestre de 2008 ante o mesmo período de 2007.
Segundo a União Brasileira de Vitivinicultura (Uvibra), foram comercializados 92 milhões de litros de vinhos de mesa, especiais e viníferos, incluindo mercado interno e externo.
O consumo nacional responde por 91 milhões do total.
Já as importações somaram 19,9 milhões no mesmo período, que abrange apenas vinhos viníferos e ficou um pouco abaixo dos 21,5 milhões de litros de janeiro a junho de 2007. Mas, no confronto com os vinhos finos nacionais, os estrangeiros têm supremacia: respondem por 75% do mercado interno.
A bebida feita no Brasil somou 6,7 milhões de litros no primeiro semestre.
Marchioro projetou manutenção da mobilização, lançada no começo de julho dentro do Movimento em Defesa da Uva e dos Vinhos do Brasil.
Manifestações poderão ocorrer nas regiões de fronteira do Estado com Argentina e Uruguai, com alvo no produto ilegal, e em São Paulo.
O setor cobra maior fiscalização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) das sangrias, que não estariam respeitando a composição de 60% de vinho, e de coquetéis não-genuínos.
Esses produtos já respondem por 50% das vendas.
“O produto tem cheiro e gosto de vinho, mas não é”, alertou o presidente do Sindivinho. As falsas sangrias são vendidas entre R$ 1,00 e R$ 2,00 por litro.
O movimento quer unificação das alíquotas do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) entre os estados.
No Rio Grande do Sul, que responde por 90% da produção nacional da bebida, a indústria paga 17%, com crédito de 5%, que rebaixa a alíquota para 12%. Mas há regiões que praticam até 30%, segundo Marchioro.
A proposta das entidades foi levada ao governo estadual para discussão no Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), que reúne governo e secretarias da Fazenda de todo o País.
O diretor da Conab declarou que a medida tem apoio do governo federal.
Porto também se posicionou favorável à manutenção do plano de estoques acertado ontem para 2009. “Vou levar à apreciação do governo”, adiantou.
No dia 4 de agosto, haverá audiência pública sobre a crise do setor na Câmara dos Deputados.





