Empresa de Garibaldi tem dívidas tributárias, com funcionários e com fornecedores
Fonte: Zero Hora | Giane Guerra | giane.guerra@rdgaucha.com.br
Na década de 1980, a vinícola Georges Aubert, de Garibaldi, na serra gaúcha, tinha mais de 60% do mercado. Atualmente, recém retomou a produção, que hoje se restringe a espumantes e alguns licores, após 45 dias de férias coletivas dos funcionários. Na segunda-feira, a Tramontina arrematou em leilão o imóvel da fábrica em Garibaldi, que espera ficar até o fim do ano no local para transformar em espumante o estoque de um milhão de litros de bebida.
O presidente da Georges Aubert, Miguel Fortes, afirma que um investidor de fora do Rio Grande do Sul quer reerguer a empresa. A empresa está em concordata e aguarda que a Justiça reconheça o pagamento da última parcela. A direção negocia o parcelamento de tributos com os governos federal e estadual. Além disso, funcionários e fornecedores de uva aguardam pagamentos atrasados.
A presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Bento Gonçalves, Monte Belo do Sul e Santa Tereza, Inês Betoni, diz que a entidade reúne documentos para entrar na Justiça.
O presidente da empresa espera pagar estas dívidas até julho. O leilão do imóvel ocorreu devido a um passivo de 15 anos atrás de R$ 1 milhão. Como a venda alcançou R$ 3,6 milhões, Miguel Fortes pediu liminar à Justiça para usar o restante para os débitos com funcionários e fornecedores. A Georges Aubert emprega hoje 50 pessoas.