Arquivo de 26 de Maio de 2008

Alemães trocam cerveja por vinho

Fonte: Lusowine em Segunda, Maio 26, 2008 - 04:43 PM GMT

O mercado alemão, onde a cerveja é tradicionalmente líder de vendas, está agora ameaçado pelo consumo de vinho. As vendas de cerveja atingiram o valor mais baixo de sempre, em 2007, dando as previsões conta de uma descida de 3,5% nos próximos cinco anos.

Enquanto a cerveja perde, o vinho ganha. A indústria do vinho aumentou as vendas em 11,1% nos últimos cinco anos, prevendo que até 2012 o aumento das vendas chegue aos 11,3%.

O vinho alemão tem também conseguido adquirir uma forte reputação internacional. De tal forma que as exportações dos néctares alemães cresceram 8%, tendo as importações norte-americanas de Riesling triplicado desde 2002.

Um recente estudo efectuado pelas entidades responsáveis pelo vinho na Alemanha revela que o Reino Unido continua a ser o principal mercado importador de vinho alemão, sendo responsável por cerca de um quarto das importações». No mercado britânico, conclui o estudo, «o consumidor está a comprar o vinho alemão pela sua sofisticação e não pelo preço».

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Preço alto faz cérebro sentir mais prazer com vinho, mostra estudo

Fonte: RICARDO BONALUME NETO da Folha de S.Paulo

Se é caro, deve ser melhor. A desculpa esfarrapada do consumista inveterado foi agora demonstrada verdadeira, pelo menos segundo reações do cérebro de 20 voluntários em um estudo nos EUA. Bastou dizer que um vinho era mais caro que outro para as “cobaias” humanas acharem que ele era mais gostoso –mesmo quando se tratava da mesmíssima bebida. Péssima notícia para os amantes do vinho, excelente para os profissionais de marketing.

O cérebro reagia de acordo com o suposto preço da bebida, ativando sua área ligada ao prazer. O estudo reafirma que sensações prazerosas –seja da bebida, seja da comida ou seja do sexo– estão mais no cérebro do que em órgãos sensoriais mais “diretos” das pessoas, como a língua ou a genitália.

Foi um experimento insólito. As “cobaias” degustavam cinco tipos de vinhos tintos varietais, da popular uva Cabernet Sauvignon, enquanto tinham seu cérebro monitorado por ressonância magnética. No aparelho de mapeamento cerebral, as áreas ativas apareciam iluminadas.

Quando algo gerava prazer, luzes surgiam na região conhecida como córtex orbitofrontal medial. Como estavam dentro do aparelho, as pessoas tinham de tomar a bebida usando tubos plásticos.

Ao recrutar os voluntários, o pesquisador Antonio Rangel, do Caltech (Instituto de Tecnologia da Califórnia), pregara uma peça. Disse a todos eles que o teste era relacionado ao efeito do tempo de degustação na percepção dos sabores dos vinhos, que estavam identificados apenas pelo seus preços.

Mas, na verdade, não eram cinco, e sim apenas três vinhos. Dois deles foram apresentados com seu preço real — US$ 5 e US$ 90– e depois com preços fictícios –o mais barato ficou 900% mais caro (US$ 45); e o mais caro ficou 89% mais barato (US$ 10). O terceiro vinho, de US$ 35, foi apresentado apenas com seu preço real.

As bebidas apresentadas como caras, no final, tinham recebido notas maiores mesmo que fossem baratas; mas a maior atividade cerebral indicava que havia real aumento do prazer.

“Nosso resultado sugere que o cérebro pode computar a sensação de prazer experimentada de modo muito mais sofisticado, que envolve integrar as reais propriedades sensoriais da substância sendo consumida com as expectativas de quão boa ela deveria ser”, escreveram Rangel e seus parceiros. Seu estudo sai hoje na revista “PNAS”, da Academia Nacional de Ciências dos EUA.

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Inglaterra poderá fazer vinho “francês” em 2080

Fonte: Folha Online (26/05/2008 - 08h45)

O aumento da temperatura do verão pode repercutir negativamente em algumas partes do sul da Inglaterra, que ficarão quentes demais em 2080 para produzir a variedade de uva para vinhos que o país cultiva hoje. Com o aquecimento global, porém, os ingleses poderão cultivar uvas merlot e cabernet sauvignon, hoje só plantadas em lugares de clima compatível com o do sul da França.

A estimativa foi divulgada em razão do lançamento do livro “The Winelands of Britain –past, present and prospective”, do cientista Richard Selley, do Imperial College de Londres.

O pesquisador afirma que se a média de temperatura do verão continuar a subir como o previsto, regiões como o vale do Tâmisa, parte de Hampshire e o vale do Severn –que hoje contém muitos vinhedos- ficarão quentes demais para manter a produção de vinho dentro dos próximos 75 anos.

Por outro lado, o professor diz que essa terra poderia servir para o cultivo de passas, por exemplo, hoje só é cultivada em climas quentes como do norte da África e do Oriente Médio.

Ele afirma ainda que em razão das mudanças climáticas, de acordo com as previsões do Met Office (serviço meteorológico britânico), o merlot e o cabernet sauvignon poderão ser produzidos em 2080 em outras áreas do Reino Unido, como Yorkshire e Lancashire.

Nos últimos cem anos, uma variedade de uva germânica de clima frio tem sido plantada em terras britânicas para produzir vinhos como o riesling. Nos últimos 20 anos, algumas variedades de clima intermediário da França foram plantadas com sucesso no Sudeste da Inglaterra, produzindo um bom vinho branco espumante, fabricado a partir de três uvas diferentes.

Vinho escocês

Combinando previsões de temperatura do IPCC (Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas) e do Met Office com sua própria pesquisa sobre vinhedos ingleses ao longo da história, Selley afirma que as variedades de climas frios e intermediários de uva serão confinadas ao extremo norte da Inglaterra, à Escócia e ao País de Gales em 2080, enquanto as variedades de clima “quente moderado” e “quente” poderão existir no região central e no sul da Inglaterra.

“Uvas que atualmente prosperam no sudeste da Inglaterra podem ser limitadas às mais frias encostas”, afirma.
Para o pesquisador Brian Hoskins, diretor do Instituto Grantham de Mudança Climática, do Imperial College, a investigação mostra como o ambiente no Reino Unido poderia ser afetado pelas alterações climáticas em um período de tempo relativamente curto.

“Aumentos de temperatura ao longo deste século poderiam ter um efeito dramático sobre o que pode ser cultivado aqui, incluindo a uva”, afirmou.

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