Arquivo de 23 de Maio de 2008

Cachaça Anunciada - Encante-se com os Sabores do Brasil Colônia

cacha__aanunciada_1.jpg

Produção natural, sem aditivos químicos, segundo a técnica dos “mestres de adega” do período colonial.

Fruto de um sonho em comum entre amigos, a cachaça Anunciada reafirma o valor e a autenticidade do produto artesanal brasileiro e chega ao mercado para celebrar o bicentenário da abertura dos portos no Brasil.

Cachaça de altíssima qualidade em garrafa revestida de barro.
Anunciada é produzida em Itajubá (MG) com corte manual, livre de queimadas, processo fermentativo natural sem aditivos químicos e destilação artesanal, segundo técnicas do período do Brasil Colônia.
Tais cuidados garantem ao produto cor, sabor, aroma e textura do caldo diferenciados pelo seu elevado teor sacarino e suave paladar, graças à maturação realizada em madeiras de carvalho, amburana e bálsamo, além de moderno processo de filtragem.

anunciadareserva.jpg

Cachaça Anunciada Reserva Especial é um blend de três barris: bálsamo, jequitibá e carvalho. Possui notas suaves de madeira com amêndoa e cacau, além de forte presença de frutas vermelhas maduras. 40%vol. (Preço: R$ 49,00)

anunciadaouro.jpg

Cachaça Anunciada Ouro
Cachaça Anunciada Ouro possui notas amadeiradas devido ao envelhecimento em barris de carvalho e forte presença de tabaco. 40%vol. (Preço: R$ 49,00)

Comentários

Agora é a vez do Glass Tasting (Degustação de Copos)

Fonte: Gazeta Mercantil (23/05/2008)

Se os iniciados no mundo do vinho fazem coro ao afirmar que as taças de alto nível são fundamentais para se ter uma experiência sensorial completa com a bebida, até eles se surpreenderam no Glass Tasting (degustação de copos) ministrado, nesta semana, por Georg Riedel, décima geração da mais famosa produtora de taças de cristal do mundo, a austríaca Riedel, que está no mercado desde 1756.

Riedel, que já desenvolveu mais de 400 coleções diferentes para tornar marcantes as melhores características de vinhos distintos, diz que o formato de uma taça deve dirigir o líquido para a região correta da boca, a fim de ressaltar as sensações que determinado estilo de vinho tem.

Numa dinâmica que mais parecia um divertido quebra-cabeças ou até uma mágica sensorial, Riedel, para quem “dia sem vinho é dia sem sol”, ofereceu, primeiramente, os produtos nas taças em que seus sabores são ressaltados. Depois trocou os vinhos dos copos, para provas cruzadas. O resultado foi surpreendente: a mesma bebida parecia um outro produto.

A explicação é simples e sua teoria tem base mais simples ainda… O receptor sensorial do paladar são as papilas gustativas. Assim, na ponta da língua, sentimos o doce; logo em seguida e ainda à frente, o salgado; mais acima, o ácido, e no fundo da língua, o amargo.
“Desta forma, cada vinho tem características que devem ativar uma diferente combinação de sabores básicos, ajudando a tornar esta bebida única, distinta”, destaca. “Um Borgonha é aveludado e sedoso, delicado e frutado. Deve ser degustado numa taça mais bojuda, de boca mais fechada. Assim, obrigatoriamente o líquido cai na parte frontal da língua. Você sentirá o sabor que o produtor quer ressaltar.”

Em um dos testes que propôs, Riedel serviu um Sauvignon Blanc numa taça alongada e de abertura pequena. “Isso faz com que o vinho se direcione para o centro da língua. Você vai sentir a textura que é característica desta uva, seus sabores plenos”, assegura. O mesmo produto servido em uma com bojo largo e abertura grande fez com que fossem ressaltadas a fruta e a flor da uva, pois o líquido cai nas laterais da boca, onde o degustador sente o ácido e, depois, o amargo. “E aí você não sente o que realmente deve ser ressaltado nesta qualidade de vinho”, esclarece. A conclusão é de que, na taça certa, determinado vinho apresenta-se mais balanceado.

No universo dos apreciadores de vinho há uma unanimidade em relação aos estudos realizados pela família Riedel. Suas taças são apontadas como as mais perfeitas do mundo, e se tornaram peças must have da boa mesa. Nomes como os dos produtores Christian Moueix e Robert Mondavi, e as publicações Wine Advocate, de Robert Parker, Wine Spectator e a Decanter Magazine, ajudaram a Riedel a alcançar seu status.

O motivo da veneração está no modo como as peças são produzidas. O bojo, a haste e a base respeitam medidas milimétricas. “Existe um conceito e um estudo científico para definir os padrões das taças para determinados tipos de uva. Uma da linha Sommelier Maxi, por exemplo, só pode ser confeccionada por profissionais que tenham, pelo menos, 20 anos de experiência, ex-alunos da escola interna da Riedel”, garante o bem-humorado proprietário, que também cria o design delas.

Aval de sommelier

Eduardo Lopes, sommelier da World Wine, mostra que, com o passar dos tempos, artesãos como Riedel foram adaptando seus produtos para uma maior apreciação da bebida. “Hoje, existem coleções criadas exclusivamente para certas safras. Mas aí o consumidor tem de estar disposto a ter uma coleção de taças”, brinca.
Ele observa que, para o consumidor comum, o essencial é que determinados vinhos sejam em taças pelo menos aproximadas para aquele tipo de produto. “Hoje os artesãos estão superatentos a isso”. Não desenvolvem mais, por exemplo, aquelas de boca aberta para champanhe, com desenhos no cristal, em estilo art déco. “Na época em que estavam na moda, havia uma valorização da estética da taça, do glamour de servir uma bebida em uma peça supertrabalhada. Não se levava em conta o gosto. Assim, o champanhe caía nas laterais da boca e se sentia o sabor do salgado. Hoje, com as flutes [modelo fino, alongado] a bebida se mostra superequilibrada, fresca e macia, pois o bebedor inclina a cabeça para a degustação. O líquido vai diretamente para o fundo da língua.”

Georg Riedel conclui que suas exímias peças só funcionam, porém, para vinhos de qualidade, para que a percepção do degustador seja aguçada. “Nossas taças são como amplificadores musicais. Mas a música há de ser boa”, brinca o artesão. “Não fazemos milagres em hipótese alguma.”
(Gazeta Mercantil/Caderno C - Pág. 12)(Alexandre Staut)

Comentários

InBev estuda fusão com a fabricante da cerveja Budweiser

Fonte: Portal Exame
23.05.2008 | 12h35

União com a americana Anheuser-Busch é avaliada em 46 bilhões de dólares

A InBev, megacervejaria criada a partir da fusão da Interbrew com a brasileira AmBev, trabalha em uma oferta de fusão com a Anheuser-Busch, um dos ícones da indústria cervejeira americana e dona da marca Budweiser. De acordo com o jornal britânico Financial Times, a operação é avaliada em 46 bilhões de dólares.

Os executivos e banqueiros envolvidos na negociação afirmam que o acordo tem potencial para transformar o setor mundial de cervejas, colocando um fim à longa batalha pela consolidação desse mercado. Ao abordar a Anheuser-Busch, a InBev pretende criar o quinto maior grupo de produtos de consumo do mundo.

Os planos envolvem um contato direto com o executivo-chefe da companhia americana, August Busch IV. Embora já espere uma recepção fria, a InBev prepara também o envio de uma carta ao conselho de administração da Anheuser-Busch com os termos da oferta. Entre eles, estaria a disposição de pagar 65 dólares por ação. Caso a empresa rejeite uma negociação amigável, a InBev considera a possibilidade de lançar uma oferta pública dirigida aos detentores de ações da cervejaria.

Grupo de US$ 100 bilhões

A fusão criaria um grupo avaliado em cerca de 100 bilhões de dólares. A transação seria a mais ambiciosa no mundo corporativo desde a eclosão da crise das hipotecas americanas, em meados do ano passado. Juntas, as empresas contariam com um portfólio equilibrado entre os países desenvolvidos e emergentes, e sua capacidade anual de produção alcançaria cerca de 350 milhões de hectolitros, entre cervejas e outras bebidas. As receitas anuais girariam ao redor de 20 bilhões de dólares, e o ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) somaria 6 bilhões de dólares.

Para financiar a operação, a InBev está costurando um pacote de crédito de 50 bilhões de dólares, liderado pelo JP Morgan e Santander. Se concretizado o acordo, a operação também envolveria a emissão de novos papéis em até 12 meses, para aportar entre 10 e 17 bilhões de dólares. O montante seria usado para pagar o empréstimo-ponte previsto para bancar a compra.

O assunto foi discutido pela InBev em uma reunião do conselho de administração em 28 de abril, e ganhou novo fôlego no encontro desta quinta-feira (22/5). O time encarregado de estruturar a fusão envolve Antonio Weiss, da Lazards; Felipe Dutra, diretor financeiro da InBev; e Jamie Dimon, do JP Morgan. O ex-diretor-geral do FMI, Rodrigo de Rato, está encarregado dos contatos com o presidente do Santander, Emilio Botin.

Contatos anteriores

De acordo com o Financial Times, a primeira abordagem da InBev foi feita informalmente em outubro. Na ocasião, August Busch rejeitou a oferta, argumentando que desejava manter a independência da Anheuser-Busch. O executivo afirmou, ainda, que necessitava de tempo para poder exibir os resultados da reestruturação que promovera na cervejaria. Os assessores da InBev, contudo, acreditam que Busch pode ceder agora, já que estaria sob pressão dos acionistas para negociar a fusão.

Procurada por EXAME, as empresas afirmaram que não se pronunciariam. A notícia não animou os investidores brasileiros. Por volta das 12h30, os papéis preferenciais da AmBev (AMBV4) caíam 1,75% na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), cotados a 120,45 reais. Já as ações ordinárias (AMBV3) recuavam 1,36%, a 108,50 reais. No mesmo instante, o Ibovespa, principal indicador do pregão, operava em baixa de 1,42%, a 71.269 pontos.

Comentários