Arquivo de Janeiro de 2008

Uvas para gringo nenhum botar defeito

Otto Tesche | otto@gazetadosul.com.br

ENCRUZILHADA DO SUL > QUALIDADE DA SAFRA NA REGIÃO É CONSIDERADA SUPERIOR À PRODUÇÃO DA SERRA GAÚCHA

Os produtores de uva de Encruzilhada do Sul começaram esta semana a colheita de uma das melhores safras dos últimos anos. A qualidade de muitas variedades é considerada superior até a de regiões tradicionais de cultivo, como a serra gaúcha, de colonização italiana, conforme Idalêncio Francisco Angheben, considerado um dos pioneiros na implantação de parreirais no município. Observa que algumas espécies mais precoces colhidas esta semana, como a Pinot noir, apresentaram graduação até certo ponto elevado para a fabricação de espumantes.

A produção nesta safra em Encruzilhada do Sul deverá chegar a 3 mil toneladas em aproximadamente 320 hectares em produçao. O técnico agrícola da Prefeitura, Marco Antônio dos Santos, afirma que o rendimento médio deverá ser de 10 toneladas por hectare caso as condições climáticas permaneçam favoráveis até o fim da vindima, no começo de março. Santos afirma que a tendência é aumentar a cada ano o volume, pois muitos parreirais começam a entrar no período de plena produção.

O proprietário da Vinhedos da Quinta, Idalêncio Francisco Angheben, afirma que a qualidade nesta safra foi favorável ao desenvolvimento das frutas, com precipitações de chuva normais até este momento. “Este foi o primeiro ano em que não foi necessária a irrigação. E também não choveu fora dos limites”, explica. Acrescenta que o inverno também ajudou muito, com várias geadas e temperaturas bem baixas. Observa ainda que a temperatura mais amena à noite há 15 dias igualmente beneficiou para a qualidade das uvas. O técnico agrícola da Prefeitura afirma que o ideal é haver menor volume de chuva a partir de agora para que as variedades mais tardias, como a Cabernet Sauvignon, tenham a mesma qualidade.

Na próxima semana começa a colheita das variedades Chardonnay, utilizada para a produção de espumante e vinho branco, e a Gewürztraminer, mais usada para vinhos. Angheben afirma que a produtividade por videira em alguns tipos está um pouco abaixo do ano passado, mas a qualidade é considerada excelente. Apenas no parreiral de Angheben trabalham até 14 pessoas na vindima, com a colheita de 10 a 12 toneladas por dia. O trabalho se estende até o início de março, mas com intervalos. Angheben explica que é importante apanhar as frutas no ponto certo de maturação.

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Microcervejarias podem conter queda do consumo de cerveja

Jefferson Chase (rr) da Deutsche Welle, na Alemanha

A cerveja pode ser a bebida nacional da Alemanha, mas cada vez mais alemães parecem estar perdendo o gosto por ela. De acordo com a associação alemã de cervejarias, o consumo da bebida caiu cerca de 18% entre 1992 e 2006.

No entanto, a tendência parece não afetar ” Lemke, proprietário de uma das poucas cervejarias independentes da capital. Em seus quatro estabelecimentos, o primeiro inaugurado em 1999, as vendas continuam de vento em popa e, segundo ele, a queda do consumo só reflete a destruição das pequenas cervejarias locais por grandes corporações.

“Antigamente, havia cerca de cem cervejarias só neste bairro”, conta Lemke. “Todas elas fecharam as portas na década de 70, com a chegada das monocervejarias [cervejaria onde só é oferecida uma marca de cerveja]. Grandes marcas, como Warsteiner ou Licher, decidiram fazer apenas um tipo de cerveja para todo o mercado nacional. Isso leva inevitavelmente a um beco sem saída, pois, em algum momento, até o maior idiota percebe que não há diferença entre uma Warsteiner e uma Licher.”

Novos sabores, pouca inspiração

A Alemanha possui aproximadamente 1.300 cervejarias, mas a grande maioria, inclusive a Beck’s, a marca mais famosa, pertence a grandes conglomerados internacionais que restringem sua produção às variedades pilsen e weizenbier (cerveja de trigo). Sua principal estratégia para conquistar o público jovem é misturar cerveja com outros sabores como limão e Coca-Cola.

Enquanto isso, a Alemanha parece ficar de fora da tendência às microcervejarias, observada em países como os Estados Unidos e o Reino Unido. Afinal, um yuppie de Manhattan que se preze dificilmente seria visto com uma Bud Light na mão. “Trata-se de uma mistura mundial de marketing equivocado, das pessoas erradas como proprietários de bares, e de estruturas erradas de venda”, argumenta Lemke, que procura resgatar variedades de cerveja regionais, sazonais e outras quase esquecidas, atingindo um volume de vendas de 2,5 mil hectolitros ao ano.

Concorrência injusta

No entanto, é difícil para um fabricante independente se impôr no mercado dominado por conglomerados que controlam as redes de distribuição e incentivam bares a vender exclusivamente seus próprios produtos por meio da oferta de créditos e descontos, e do fornecimento gratuito de refrigeradores, equipamentos como bomba, serpentina e torneira, copos e até cinzeiros.

O primeiro problema é tornar-se conhecido entre potenciais consumidores, “em parte devido às habilidades de marketing das grandes companhias”, explica Marc-Oliver Huhnholz, assessor de imprensa da associação que reúne os fabricantes de cerveja do país. “Além disso, os americanos nunca beberam tanta cerveja quanto os alemães, então pequenas cervejarias têm mais impacto.”

A isso soma-se o fato de que, para atender à demanda de uma nova geração de potenciais consumidores, devem levar em conta mudanças no espectro demográfico e as alterações nos gostos e preferências que estas implicam. “A média etária está subindo na Alemanha e o público mais velho tende a consumir menos”, avalia Huhnholz. “Já entre os mais jovens cresce a preferência por bebidas mais suaves, especialmente as mulheres preferem bebidas mais doces. Elas não querem nada muito amargo.”

Apesar disso, Huhnholz acredita que pequenas cervejarias podem desempenhar um papel importante quando se trata de despertar o interesse pela cerveja. “Elas têm que oferecer um produto atraente e investir muito em marketing”, admite. “Mas muitos podem ser bem-sucedidos.”

Gosto amargo da burocracia

Mas ainda há outro grande obstáculo: sem o apoio de grandes marcas, a burocracia alemã pode dificultar ainda mais a proliferação de pequenas cervejarias. “Existe um estereótipo da burocracia alemã, mas agora eu sei que não é um estereótipo”, lamenta Philipp Brokamp, que teve de adiar a inauguração de seu estabelecimento em Berlim.

“Tive de obter permissões de pelo menos oito repartições públicas, responsáveis por setores que vão desde engenharia civil até meio ambiente e proteção a deficientes. Cada uma delas se considera especialmente importante, mas nenhuma conseguiu chegar a um acordo sobre o que diz o regulamento”, critica.

Tudo isso para um bar capaz de receber até cem clientes, onde a cerveja é fabricada no porão. Mas Brokamp continua apostando na qualidade superior da cerveja não filtrada, de aparência turva. “O que os fabricantes em massa filtram não são impurezas, mas algo nutritivo, que torna a cerveja mais saborosa”, explica. “Este é exatamente o nicho certo do mercado. O consumo está caindo, as pessoas estão mais conscientes daquilo que bebem e portanto, mais seletivas.”

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Carlsberg vai vender cerveja a 273 euros para competir com vinhos

A Carlsberg, maior cervejeira escandinava, vai começar a vender uma cerveja que custa 400 dólares (273 euros) para concorrer com os vinhos de luxo no mercado dos restaurantes “gourmet”.

Carla Pedro
cpedro@mediafin.pt

A garrafa de 37,5 centilitros, denominada Vintage nº 1, vai custar 2.008 coroas dinamarquesas (396,47 dólares), em alusão ao ano da sua introdução, anunciou hoje a Carlsberg, citada pela Bloomberg.

A cerveja estará disponível a partir de hoje em três restaurantes de Copenhaga, incluindo o Noma – que tem duas estrelas Michelin.

“Estamos a tentar elevar a fasquia daquilo que a cerveja representa”, disse à Bloomberg o criador do produto, Jens Eiken. Segundo este responsável, o preço da cerveja é barato, atendendo ao tempo que a cervejeira demorou a desenvolvê-la.

Esta cerveja, que custa 357 vezes mais do que a principal marca dinamarquesa da Carslberg, a Pilsner, contém ameixa, caramelo, baunilha e carvalho, adiantou Jens Eiken. Tem uma cor acastanhada, alguma espuma e cai muito bem com queijos e sobremesas, acrescentou à Bloomberg o pai desta cerveja.

A Carlsberg, que vende mais de 150 marcas diferentes de cerveja em todo o mundo, não tem ainda planos de exportação da Vintage nº 1. Algumas das garrafas estarão à venda na próxima semana no “site” da empresa.

“Há pessoas em restaurantes a pagar 20.000 coroas dinamarquesas por uma garrafa de vinho ou de Porto, por isso podem pagar o mesmo por uma cerveja de qualidade excepcional”, comentou Eiken.

Segundo o mesmo responsável, a Carlsberg pretende introduzir uma outra cerveja “gourmet” em 2009 (que custará 2.009 coroas) e outra em 2010 (que custará 2.010 coroas).

Esta será a cerveja especializada mais cara do mundo, afirmou Eiken. A Boston Beer Co., fabricante do tipo de cerveja Samuel Adams, vende a sua cerveja Utopia por cerca de 100 dólares por garrafa.

Recorde-se que hoje a Scottish & Newcastle (S&N), dona da portuguesa Central de Cervejas, aceitou a oferta conjunta de aquisição apresentada pela Carlsberg e pela Heineken.

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Consórcio de cervejarias compra Scottish & Newcastle por US$ 15,4 bilhões

Por: Rafael Souza
25/01/08 - 14h34
InfoMoney

SÃO PAULO - Após três meses de negociações, o consórcio formado pela dinamarquesa Carlsberg e a holandesa Heineken, fechou nesta sexta-feira (25) a compra, por US$ 15,4 bilhões, de uma das maiores cervejarias britânicas, a Scottish & Newcastle.

O valor da oferta representa um prêmio de 26%, se for levado em conta o preço de fechamento das ações da Scottish & Newcastle em 16 de outubro, data na qual o consórcio afirmou estar em discussão para lançar uma oferta pela cervejaria.

Nesta transação, a cervejaria Carlsberg desembolsará 54,5% do total estipulado, enquanto a Heineken arcará com os 45,5% restantes.

Mercados em que atuarão

A Carlsberg ficará com a Baltic Beverages, umas das líderes em vendas de cervejas na Rússia, além das operações da Scottish & Newcastle na França, Grécia e China.

Já a Heineken ficará com as demais operações da britânica, que englobam os mercados do Reino Unido, Estados Unidos, Índia, Portugal, Finlândia e Bélgica.

Ações em alta

As ações da Heineken na Bolsa de Hamburgo disparam mais de 6%, enquanto os papéis da Carlsberg operam em alta de 3% em Munique.
Já os ativos da Scottish & Newcastle avançam 2,40% em Londres.

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Vinicultores atacam Prosecco em lata divulgado por Paris Hilton

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Reuters/Brasil Online

Por Mathias Wildt

MILÃO (Reuters) - A socialite americana Paris Hilton vestida numa roupa provocante de oncinha e exibindo suas pernas não é uma imagem que os produtores italianos de vinho consideram ser apropriada para promover o vinho branco espumante Prosecco.

No entanto, Hilton, em diversas poses de salto alto e roupas minúsculas, enfeita os anúncios da Rich Prosecco, empresa austríaca que vende o espumante em 27 países. Pior ainda, para os produtores de Prosecco, é que o Rich Prosecco é vendido em latas e possui duas variedades frutadas.

“Os hotéis Hilton são símbolo de qualidade, mas Paris Hilton, não”, disse Fulvio Brunetta, presidente da associação dos vinicultores de Treviso, na região do Vêneto, no norte da Itália, onde é produzido o Prosecco.

Paris Hilton ganhou notoriedade em 2003 quando um vídeo amador que a mostrava fazendo sexo com um namorado foi divulgado na Internet.

Ela aproveitou essa fama, alimentada pelas manchetes dos tablóides sobre sua vida repleta de festas, para criar uma carreira baseada em sua celebridade e que já incluiu um reality show, um livro e atuações em filmes.

No ano passado, Paris passou mais de três semanas na cadeia por violar sua condicional num processo por dirigir embriagada.

“Paris Hilton é sensacionalismo”, disse Brunetta. “Isso não é bom. Não é apropriado para o Prosecco.”

A associação dos vinicultores marcou duas reuniões na próxima semana para discutir maneiras de proteger a marca Prosecco e garantir que qualquer empresa que venda Prosecco use realmente vinho produzido na região de Treviso.

“Sem regras mais rígidas, a Rich Prosecco ou outra companhia poderia vender Prosecco produzido no Brasil ou em qualquer lugar”, disse Brunetta.

Mas nada disso desanima a Rich Prosecco, que afirma que seus vinhos vêm da região de Treviso.

“Obedecemos com precisão as leis européias, que são muito rígidas, especialmente no que diz respeito ao vinho”, disse o proprietário e executivo-chefe da Rich Prosecco, Gunther Aloys, que fundou a companhia em 2006 na estação de esqui austríaca de Ischgl.

Para respeitar as leis sobre o vinho, as duas variedades frutadas do Prosecco, que possuem teor alcoólico mais baixo, são chamadas Rich Passion e Rich Royal, não ostentando a palavra Prosecco em seus nomes.

No ano passado, a Rich Prosecco vendeu 10 milhões de latas de seus vinhos, principalmente na Alemanha mas também na China, Índia e Coréia do Sul, a 2 euros a lata.

O crescimento rápido da empresa reflete a ascensão da região do Prosecco, que no ano passado produziu 50 milhões de garrafas, um aumento de 14 por cento em relação a 2005, e está incrementando suas exportações aos EUA e Canadá, embora a Alemanha ainda seja sua principal compradora estrangeira.

Os vinicultores temem que a Rich Prosecco possa conferir a seu vinho a imagem de uma bebida frutada barata.

Aloys, da Rich Prosecco, diz que está aumentando a fama mundial do vinho e que não entende o estardalhaço.

“É como se alguém da região de Champanhe se opusesse se vendêssemos latas de champanhe com anúncios de Kate Moss. É apenas publicidade, e Paris Hilton é a garota mais famosa do mundo.”

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Licor à base de maconha é lançado na Holanda

Fonte: Redação Terra
Licor de Maconha

Um licor feito com a planta canabis, o extrato ativo da maconha, foi apresentado numa feira em Amsterdã, na Holanda, nesta segunda-feira. A bebida é composta por 14,5 % de álcool e extrato de maconha, segundo a agência AFP.

A Horecava é uma feira em que são apresentadas novidades nos setores de alimentos e bebidas, exclusiva para profissionais do comércio. Na tarde de domingo, freqüentadores experimentaram a novidade feita com maconha.

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Vinícola Aurora lança o Aurora Del Sur 100% Sauvignon Blanc

Por: Redação - Paranashop.com.br

A Cooperativa Vinícola Aurora foi ao Uruguay elaborar o último lançamento do ano: o Aurora Del Sur. O vinho é elaborado com 100% de uvas Sauvignon Blanc da região de Canelones, tradicional região vitivinícola do país vizinho. Antonio Czarnobay, enólogo-chefe da Aurora, descreve o Del Sur como um vinho de coloração amarelo-palha, aromas de frutas tropicais, com destaque para o abacaxi, e também um leve toque mineral. “Na boca, tem bom volume, acidez equilibrada e retrogosto muito agradável.” O enólogo recomenda servir entre 8 e 10ºC.

Em breve aqui…

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Ribeirão Preto volta a produzir cerveja e realça aqüífero

Cervejaria Colorado

por: Sidnei Quartier (www.jornaldacidade.com.br)

Ribeirão Preto voltou a produzir cerveja. E com um detalhe original: no rótulo, consta a indicação de que a bebida foi elaborada com “água do aqüifero Guarani”. Criação da Cervejaria Colorado, que há onze anos produz chope na cidade, as três cervejas, os mais recentes produtos da empresa, foram lançadas no começo de dezembro e batizadas de Índica, Appia e Cauim.
São cervejas em garrafas bojudas, de 600 ml, e já estão à venda em Belo Horizonte, Goiânia, São Paulo, Campo Grande, Rio de Janeiro, Angra dos Reis, Campinas, Jundiaí e Santos. Podem custar de sete a doze reais. Possuem alto teor alcoólico e devem ser consumidas com parcimônia - degustadas.

Numa delas, a Appia, o melhor sabor pode ser revelado se consumido com uma fatia de limão ou laranja na borda do copo.
A Índica, com sua robustez avermelhada, é apropriada para pratos condimentados ou frutos do mar.
Em Ribeirão, a Índica, a Appia ou a Caium já são comercializadas em quatro revendas, em empórios finos ou bares sofisticados.
Em Goiânia, há dois locais de revenda. Em Belo Horizonte, é distribuída em oito postos e em São Paulo, capital, os revendedores já passam de quinze.

A Cervejaria Colorado funciona na rua Minas, nos Campos Elíseos, numa área de 1.200 metros quadrados. Seis funcionários tocam a produção. O sétimo é o responsável pelas entregas.

A produção mensal é de 45 mil litros, entre chope e cerveja. Mas pode chegar aos 120 mil litros, no mesmo espaço físico, apenas dotando a máquina de melhoramentos. Mas isso não passa pela cabeça do dono. A Cervejaria Colorado tem vocação para produção limitada, também chamada de artesanal.
“Pretendemos crescer, aumentar nossa área de comercialização e nossa clientela, mas não temos pressa. Preferimos fazer um bom produto”, diz Rodrigo Nikima, gerente comercial.

Índica
Cerveja escura, sua fórmula foi originalmente criada pelos ingleses, na época em que a Grã-Bretanha dominava a Índia. Tem teor alcoólico de 7,0% e é elaborada com malte, cevada, lúpulo e rapadura. Principalmente lúpulo. Por isso, tem paladar encorpado. Sua produção é de dez mil unidades/mês e o preço varia de R$ 9,50 a R$ 12,00.

Appia
Cerveja clara em homenagem ao mel - appia - que leva em sua composição além do malte de trigo. Tem teor alcoólico de 5,5% graus e custa entre R$ 8,50 e R$ 10,00. Sua produção mensal é de dez mil unidades.

Cauim
Pilsen clara, com malte, cevada, lúpulos e mandioca. Seu nome vem do tupi e se refere a uma bebiba fermentada de cereais e mandioca feita pelos índios. Sua graduação alcoólica é de 4,5%, custa entre R$ 7 e R$ 9,00 e é a mais produzida: 20 mil garrafas/mês.

Tradição
Tradicional no ramo cervejeiro, Ribeirão teve sua primeira fábrica (Antárctica) inaugurada em 1911. Chegou a possuir três grandes cervejarias, entre elas a Cia Paulista. Depois da decadência, acentuada nos anos 90, a cidade produziu as últimas unidades em 2004, por uma empresa canadense, a Molsen, na hoje extinta fábrica da Antártica.

Criador de Índica, Appia e Cauim não é de beber muito
O pai das três mais novas cervejas produzidas em Ribeirão Preto tem 29 anos e é casado. Mineiro de Araguari, Rodrigo Silveira nunca foi de beber muito. No máximo, arriscava alguns copos nos finais de semana. Mas depois que se tornou cervejeiro, há quatro anos, passou a beber diariamente, com hora marcada: nos finais de tarde, entre os oito procedimentos de um bom cervejeiro, o principal deles é a degustação. Então, Rodrigo passou a zelar por suas criaturas.
Mas também se preocupa com a densidade da bebida, com o seu pH (potencial de hidrogêneo), com a vitalidade do fermento e a análise visual.
Rodrigo Silveira foi moldado cervejeiro na Colorado mesmo. Há onze anos, quando a empresa se instalou em Ribeirão, passou a ajudar o patrão, Marcelo Carneiro da Rocha, 47, a elaborar o chope. Se interessou pelo trabalho. Ato seguinte, iniciou treinamentos para se tornar cervejeiro.
Passou a degustar cervejas especiais de todas as partes do mundo, de diferentes sabores. Diplomou-se no Senai (Serviço Nacional da Industria) em Vassouras (RJ) e fez curso na World Brewinhg Academy, uma famosa escola norte-americana. Ao todo, já experimentou mais de cem marcas. No ano passado esteve no festival britânico de cervejas e experimentou trinta marcas inéditas.
Há mais de um ano vem trabalhando na elaboração da Índica, Appia e Cauim. “Foram muitos os testes, as experiências, os acertos e os ajustes até chegar a textura ideal”, disse Rodrigo.
Ele está tão confiante numa de suas criações, a Índica, que acaba de inscrevê-la na Copa do Mundo da Cerveja, que será disputada em junho nos Estados Unidos.

Chope e Cerveja
Os dois produtos são fabricados juntos. A separação ocorre no envase. O chope vai para o barril e a cerveja é engarrafada com temperatura de zero grau.
Depois disso, as garrafas são levadas para um tanque, onde durante noventa minutos são submetidas a banhos quente (60 graus) e frio (25 graus). Esse processo é chamado de pasteurização. Depois disso, a garrafa é rotulada, encaixotada e levada para o depósito.

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