Arquivo de Setembro de 2007

Mercado para espumantes anima vinícolas brasileiras

Mais do que um modismo, o consumo de espumantes no Brasil é um hábito que aumenta ano a ano. As vinícolas estão animadas com a projeção de crescimento de 23% para o mercado em 2007.

O salto é resultado do aumento das vendas de espumantes tipo moscatel – mais doces e aromáticos, fermentados apenas uma vez. Há cinco anos, respondiam por 12% do mercado, e hoje, por 21% (o restante é do tipo champanha, com duas fermentações). Para o diretor executivo da Associação Gaúcha de Vinicultores, Darci Dani, o fenômeno demonstra que o espumante caiu no gosto de um público novo, não habituado ao seu consumo e que prefere os mais doces e suaves.

Outro dado que anima as vinícolas é o encolhimento da participação dos importados. No primeiro semestre do ano passado, responderam por 48% das vendas. No mesmo período de 2007, caíram para 38%. A redução ocorreu mesmo com a desvalorização do dólar, que torna mais competitivo o preço do produto estrangeiro.

– Além dos especialistas, o consumidor percebeu que nosso espumante tem qualidade e é melhor do que muitos importados – afirma Dani.

O presidente da Associação Brasileira de Enologia, Dirceu Scottá, acrescenta que o preço do produto nacional é mais atrativo.

Para Danilo Cavagni, um dos vice-presidentes da União Brasileira de Vitivinicultura, no entanto, o mercado brasileiro de espumantes ainda tem muito a crescer. Atualmente, esse produto responde por apenas 17,7% do segmento de vinhos finos.

Enquanto o consumo de espumantes na Argentina é de aproximadamente um litro por pessoa por ano, no Brasil esse índice não chega a cem mililitros, diz Cavagni.

Nos últimos cinco anos, a bebida nacional conquistou 439 medalhas em concursos internacionais.

– O espumante é um dos produtos brasileiros melhor reconhecidos no Exterior – diz Andreia Milan, gerente do programa Wines From Brazil.

O programa promove a exportação de vinhos brasileiros. No primeiro semestre, os embarques por meio da iniciativa cresceram 60% na comparação com igual período de 2006.

No Rio Grande do Sul, vinícolas do Estado participam da Festa Nacional do Champanha, a Fenachamp, na cidade serrana de Garibaldi, até o próximo dia 7 de outubro.

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Pior seca em 100 anos ameaça a indústria vinícola australiana

Sydney (Austrália), 25 set (EFE).- O setor vinícola australiano alertou hoje que a seca que afeta o país, a pior nos últimos 100 anos, vai reduzir pela metade a produção de uva de 2008, deixando centenas de produtores sem trabalho e elevando o preço dos vinhos aos níveis mais altos de sua história.

De 800 a mil produtores de uva estão a ponto de perder seus trabalhos, alertou em comunicado Mark McKenzie, diretor-executivo da organização de Produtores Australianos de Uva para Vinho.

A Federação de Produtores de Vinho da Austrália (WFA) estimou que a seca pode reduzir a atual produção, de quase 2 milhões de toneladas anuais, a no máximo 1,3 milhão.

A baixa pode obrigar alguns produtores a importar vinho de outros países, para manter os preços no mercado local, sugeriu Stephen Stratchan, diretor da WFA, ao jornal “The Australian Financial Review”.

Os preços já começaram a subir, disse hoje Glen Arnold, da região de Riverland, na Austrália do Sul. Ele explicou que várias adegas estão pagando pela uva um valor 20% mais alto que há alguns meses.

Os produtores de vinho também começaram a aumentar o preço da garrafa Em agosto, os do Grupo Foster subiram de 4% a 11%.

A falta de umidade também afeta a qualidade da uva, lembrou David Lowe, da Associação da Indústria do Vinho de Nova Gales do Sul. Ele explicou ao jornal “Sydney Morning Herald” que assim os frutos ficam menores, mais doces e menos ácidos. Além disso, aumenta a presença de taninos e de álcool nos vinhos depois da fermentação, comprometendo a qualidade.

As áreas mais afetadas pela seca são o Vale de Murray, em Victoria, e Riverland, na Austrália do Sul. Suas fazendas estão recebendo 10% da água que normalmente utilizariam para seus cultivos.

A Austrália conta com aproximadamente 158 mil hectares de vinhedos. No ano passado, produziu 1,9 milhão de toneladas de uva elaborada e 1,43 bilhão de litros de vinho. São 7.500 produtores de uva e 2.008 produtores de vinho, empregando 31 mil trabalhadores, segundo dados de 2006.

Em 2006, os australianos consumiram 458 mil litros de vinho e exportaram 758 mil, por US$ 2,43 bilhões. Nos últimos anos, o setor produziu quantidades maiores de uva, derrubando os preços dos vinhos de qualidade. EFE mg mf

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Pinot mania

Francisca Vega
Santiago

Apesar de o número de marcas de vinhos argentinos vendidos em todo o mundo estar em alta, as vinhas chilenas ainda faturam muito mais (US$ 422 milhões, de janeiro a junho) que as vizinhas (US$ 238 milhões no mesmo período). Mas talvez o que defina quem ficará com o predomínio dos vinhos sul-americanos não esteja nos números: para Jancis Robinson, especialista em vinhos do Financial Times, os dois países garantirão sua entrada no topo do mundo vinícola quando conseguirem desenvolver um grande pinot noir. No caso do Chile,esse pinot world class, garante, está por chegar, apesar de “ainda ser mais uma meta que uma realidade”. Por sua vez os argentinos, além de plantar vinhas com essa cepa, tentam um truque com adeptos: transmutar o sabor de alguns de seus malbecs no dos perfumados pinots. Ganhe quem ganhe, os conaisseurs agradecem.

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Jogo da Nintendo ensinará a apreciar um bom vinho

A Nintendo receberá mais um título inusitado para seus videogames portáteis Nintendo DS: o jogo Beginners Wine DS, voltado para jogadores que querem aprender a apreciar um bom vinho.

Os jogos educativos, ou para fins diferentes, além da simples diversão, são ponto alto das novas plataformas da Nintendo, se transformando em uma estratégia importante para um novo público de videogames. Entre eles estão tutoriais culinários, exames de vista, programas para treino de memória e raciocínio e até mesmo detectores de mentira.

Segundo o site TG Daily, Beginners Wine DS está sendo desenvolvido pela Square Enix, popular estúdio por trás da série de RPG Final Fantasy.

Com o tutorial, os jogadores aprenderão a escolher a garrafa certa de vinho para um jantar romântico, ou como degustar corretamente a bebida. Em seu banco de dados, informações de 120 garrafas dividirão espaço com um glossário, um teste e um guia de dicas, conforme informações da agência de notícias AP.

Nas prateleiras do Japão, o jogo estará disponível no dia 15 de novembro, e até o momento não foi confirmado para o mercado ocidental.

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Começa festival da cerveja em Munique

Oktoberfest 2007

MUNIQUE, Alemanha (AFP) — A maior festa popular do mundo, a da cerveja de Munique, que reunirá durante 16 dias cerca de seis milhões de pessoas, abriu neste sábado suas portas e os lacres de seus primeiros barris.

Mais de seis milhões de litros de cerveja foram consumidos em 2006 durante a ‘Oktoberfest’, que proporcionou à capital bávara um ganho de quase 1 bilhão de euros.

O prefeito de Munique, Christian Ude, abriu ao meio-dia o primeiro barril de cerveja com o grito de “O’Zapft is!” (Está feita a sangria!).

Com este ritual foi inaugurada a 174ª edição da festa na Theresienwiese, um parque de 31 hectares no qual foram levantadas 14 enormes tendas onde os consumidores, muitos deles vestidos com trajes típicos bávaros, bebem sentados em longas mesas de madeira.

Como reza a tradição, a primeira jarra ou “mass” de um litro –a única medida disponível– foi servida ao ministro presidente da Baviera, Edmund Stoiber, que deixa seu posto no final de setembro após 14 anos à frente deste estado regional.

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AMBEV AMPLIA LIDERANÇA NO MERCADO DE CERVEJAS EM AGOSTO

SÃO PAULO - A fabricante de bebidas AmBev aumentou sua liderança no mercado nacional de cervejas em agosto. Ao final do mês, a companhia detinha fatia de 67,7%, contra 67,5% referente a julho. Segunda colocada, a Schincariol mostrou perda de mercado no mês, passando de 12,6% em julho para 12,3%, em agosto.

A cervejaria Petrópolis, dona da marca Itaipava, manteve-se estável na terceira posição, com 8,3% do mercado. Na seqüência, e também sem variação, a Femsa registrou participação de 7,6%. Os dados foram divulgados hoje pela consultoria ACNielsen.

(Valor Online)

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Vinho Brasileiro na Carta do Rubayat de Madri

Tinto nacional que fará parte da carta do Rubaiyat em Madri foi escolhido em degustação às cegas

Luiz Horta - O Estado de S.Paulo

Uma prova às cegas de vinhos brasileiros, com um prêmio para o rótulo vencedor: integrar uma carta de vinhos internacional, a do Baby Beef Rubaiyat de Madri. Foi desempenhando essa missão que vários degustadores (entre os quais este jornalista) passaram algumas horas da tarde de anteontem apreciando e opinando sobre a elite dos tintos nacionais. E o vencedor não foi gaúcho, foi catarinense.

A degustação, promovida pela Confraria dos Sommeliers, organizada por Didu Russo, José Luiz Pagliari e Adalberto Piotto, com apoio da Ibravin por meio de seu presidente, Carlos RaimundoPaviani, e com o entusiasmo de Juscelino Pereira, presidente da confraria, causou uma considerável expectativa. O clima na Figueira Rubaiyat, local da prova, era de final de campeonato. Para quem sofreu os vinhos brasileiros algumas décadas atrás (não é exagero usar o verbo sofrer: com raras exceções o vinho era mesmo péssimo), a simples menção de 30 deles reunidos pode causar desconforto. A degustação serviu para varrer o preconceito. Havia vinhos muito bons, alguns apenas corretos, mas nenhum ruim. E, surpresa total: com três amostras de cada, nenhum tinha defeitos de conservação. Rolhas impecáveis, qualidade acima da média - parece a maturidade da vinicultura nacional. É preciso, entretanto, evitar a famosa frase de Paulo Henrique Salles Gomes sobre o cinema brasileiro dita num contexto dos anos 60 e das décadas mais difíceis da cultura: ‘’O pior filme brasileiro ainda é melhor que o melhor filme estrangeiro.'’ Não, é claro que um mau vinho, venha de onde vier, deve ser criticado. Mas o bom vinho brasileiro pode, sim, ser comparado a um bom vinho estrangeiro, e é o que se provou nesse evento.

Uma curiosidade é que o vinho vencedor , o Villa Francioni, que agora será servido aos espanhóis por Belarmino Iglesias, vem de Santa Catarina, mostrando as novas fronteiras dos vinhedos no Brasil.

Eis os dez preferidos pelo comentarista, sem hierarquia de pontuação, apenas na ordem em que foram degustados:

Rio Sol Reserva Assemblage 2005 Quinta do Seival Castas Portuguesas 2004 Pizzato Merlot 2004 Desejo Salton 2004 Inominable Villagio Grando 2005 Rio Sol Vintner’s Selection Touriga 2006 Dezem Cabernet Sauvignon 2004 Aurora Millésime 2004 Villa Francioni Cabernet Sauvignon 2004 (este, o vencedor geral da prova) Cuvée Argenta (prova de barrica, sem rótulo e ainda não no mercado)

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Vinícola Espanhola lança vinho em lata

Vinho em Lata

A vinícola espanhola Cavas Hill anunciou que venderá vinhos branco e tinto em latas de alumínio. De acordo com a empresa, a intenção é adaptar-se aos novos hábitos dos consumidores e conquistar a preferência de jovens.

A distribuição do produto com a nova embalagem deve se concentrar em restaurantes fast-food, em redes de hotéis e lanchonetes em aeroportos e estações de trem. A empresa diz que o interior da lata é revestida com uma película que evita o contato da bebida com o metal.

As latas contêm o equivalente a duas taças de vinho e serão vendidas na Espanha pelo preço de 0,80 euros.

Fonte: Redação Terra

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