Arquivo de Abril de 2007

AmBev pode adotar a garrafa PET para vender cerveja no Brasil

Mas a opção colocaria a empresa na mira dos órgãos ambientais

27.04.2007 - 13:39

Redação

A AmBev está prestes a abrir um novo flanco para as mais iracundas reações de seus concorrentes. Desta vez, as pedradas terão como alvo a política ambiental da empresa –ou a falta dela. A AmBev tem feito estudos para adotar a embalagem PET na comercialização de cerveja no mercado brasileiro.

Expertise na matéria não lhe falta. A InBev não apenas domina a tecnologia para o uso da resina no envasamento de cervejas como já vende o produto neste tipo de embalagem em diversos países da Europa, entre eles a Rússia e a própria Bélgica.

No Brasil, a adoção do PET vai espalhar cacos de vidro para tudo quanto é lado. É previsível que a concorrência da AmBev irá marchar na direção não apenas dos órgãos ambientais como também das autoridades de defesa econômica.

E tome campanha de propaganda contrária. A vantagem competitiva da embalagem PET é tão gritante que, se alguma indústria do setor adotar a resina, não restará opção à concorrência. Em um espaço de tempo relativamente curto, todos os demais fabricantes de cerveja terão de desenvolver tecnologia própria para o uso do material ou comprá-la de terceiros.

Basta dizer que, no mercado de refrigerantes, 80% da produção são comercializados em embalagens PET. Ao chamar para si o pioneirismo na venda de cerveja em garrafa PET no Brasil, a AmBev se tornará, de longe, o “sugismundo-mor” entre as fabricantes de bebidas candidatíssima à pecha de “Union Carbide do setor cervejeiro”. A indústria brasileira de reciclagem não tem a menor infra-estrutura para suportar a entrada em circulação de uma torrente de embalagens PET.

O problema começa na raiz. No Brasil, há pouco mais de 200 municípios com coleta seletiva de lixo. Pelo menos 30% das cidades, algo como 1,5 mil localidades, não contam com qualquer tipo de coleta. A bola de lixo só aumenta quando a assunto é a capacidade de reciclagem. Dos mais de 2,5 milhões de toneladas de plástico pós-consumo gerados anualmente no país, cerca de 17% têm a resina como matéria-prima.

Desse total de embalagens PET pós-consumo, apenas a metade é reciclada. O número é pequeno e pode se tornar ainda menor. Há uma tendência mundial de queda no índice de reciclagem visa-vis o aumento da produção de garrafas PET. Um exemplo clássico é a experiência norte-americana. Entre 1997 e 2003, a taxa de reaproveitamento de plástico pós-consumo nos Estados Unidos caiu de 27% para 18%.

Ao adotar as garrafas PET na venda de cerveja, a AmBev abrirá caminho ainda para o surgimento de lixões nas grandes cidades do país. As embalagens PET não-reaproveitadas vão parar em aterros sanitários, um crime ambiental dos mais graves. O material é de difícil degradação – chega a durar mais de cem anos – e, ainda por cima, é altamente combustível.

Além disso, a resina PET é uma cicuta. Libera gases como monóxido e dióxido de carbono, acetaldeído, benzoato de vinila e ácido benzóico. O fato é que a AmBev não perde por esperar. Vai apanhar que nem boi ladrão.

Comentários

Polícia descobre fábrica que falsificava cerveja

Foi descoberta na tarde desta quinta-feira (26) na Zona Norte da capital paulista uma envazadora clandestina que vendia cerveja falsificada para toda a região de Pirituba.

Após uma denúncia anônima, a polícia montou campana em frente ao local onde era feita a falsificação do produto - uma casa situada na Rua Avelino Ginjo, 40, Jardim Marisa, na Vila Piauí. Depois de várias horas observando o prédio, por volta das 16h, os policiais invadiram o local e fizeram a apreensão.

Segundo a polícia, o crime consistia em comprar cerveja de qualidade inferior, trocar seu rótulo pelo de marcas de grande consumo nacional e vendê-la por um preço maior. Para isso, havia uma grande estrutura com máquinas que desentortavam tampinhas e faziam a lavagem para remoção do rótulo sem rasgá-lo. Todo o material era original. “Falso só o principal, o líquido”, conta o delegado titular do 33º Distrito Policial, Jair Vicente.

Também foi fechado um segundo prédio, onde seria feita a distribuição do produto. A distribuidora funcionava na Rua Praia de Francelos, 59, na Vila Zatt. Nos dois lugares, os policiais apreenderam 375 caixas de cerveja, num total de 9.000 garrafas de 600 ml. O total de rótulos e tampas apreendidos só será contabilizado após a realização da perícia no local.

Dois funcionários foram detidos e encaminhados à delegacia para prestar depoimento. Segundo o delegado, após serem ouvidos eles serão liberados. O dono da fábrica não estava no local, mas será indiciado em inquérito por crime contra relações de consumo. A pena para o crime varia de dois a cinco anos de prisão.

Comentários (1)

O VINHO VIRA BEBIDA DA MODA DOS JOVENS DE PAÍSES DESENVOLVIDOS

Por Christian Charcossey=PARIS, 25 abr (AFP) -
O vinho superou a popularidade da cerveja entre os jovens de muitos países desenvolvidos, como Estados Unidos, Japão e Grã-Bretanha, segundo um estudo para o salão Vinexpo de Bordeaux (sudoeste da França), que se celebrará entre 17 e 21 de junho.

“Para os jovens destes países, beber vinho tem um lado chique, consumi-lo é uma forma de se distinguir para chamar atenção”, disse Robert Beynat, comissário geral deste que é o maior salão profissional de vinho e licores do mundo.

No Japão “está na moda oferecer à namorada uma garrafa de vinho (da safra) de seu ano de nascimento”, acrescentou.

Atualmente, os jovens americanos consideram beber vinho uma forma de mostrar à sociedade que ganham muito dinheiro e já são adultos, explicaram os autores da pesquisa, cujos resultados foram divulgados nesta terça-feira.

E, nos países onde se impõe o estilo de vida ecológico, “o vinho, procedente de uma fruta, é considerado um álcool mais natural que os outros”, afirmaram.

Na Grã-Bretanha, a criação de novos bares, modernos e ao ar livre, em contraposição aos tradicionais pubs, favoreceu a emergência do vinho entre os jovens de 20 a 25 anos. Muitos não descobriram as delícias da bebida em casa, mas durante viagens a outros países europeus.

No entanto, são muitos os obstáculos que detêm o aumento do consumo de vinho, ainda muito lento.

Em primeiro lugar está o preço, considerado alto demais, mas também a oferta abundante e a cultura elitista que cerca sua degustação.

“O problema com o vinho é que uma garrafa decente sai caro. Nos bares, a taça custa, freqüentemente, o equivalente a 6 a 9 euros”, lamentou um jovem britânico, citado pelo estudo.

Beynat afirmou que os produtores de vinho enfrentam um “enorme desafio”. “É preciso explicar que existem vinhos de todos os preços, com uma boa relação qualidade-preço. É preciso manter a magia do vinho e, ao mesmo tempo, acabar com o mito de sua carestia”, disse.

Na França, segundo este estudo, apenas 11,1% dos menores de 25 anos consomem vinho mais de duas ou três vezes por semana.

Um estudo do Instituto TNS Sofres revelou que os consumidores franceses de 20 a 35 anos dão muita importância “à autenticidade” da bebida, razão pela qual evitam garrafas com tampa e os vinhos apresentados em caixas de papelão.

Comentários

VEJA SAO PAULO APRESENTA A COLEÇÃO VINHOS DO MUNDO

Composta por 16 livros e vinhos de diversos países, a coleção visa transformar-se em referência para aqueles que querem desvendar o universo do vinho na teoria e na prática

Cabernet, Carmenère ou Malbec? Australiano , francês ou espanhol? Como degustar? Com qual prato combina? Para permitir aos amantes do vinho desfrutarem os prazeres da bebida na teoria e na prática, a VEJA SAO PAULO está lançando a coleção VINHOS DO MUNDO.

Direcionada a um público que quer aprender e descobrir a diversidade de sensações que esta bebida pode oferecer, a coleção VINHOS DO MUNDO promete agradar também o conhecedor do assunto, pela qualidade e quantidade de informações que apresenta.

“A coleção é uma fascinante viagem pelo mundo do vinho. A cada volume, o colecionador irá conhecer as mais belas regiões vinículas por meio de um guia visual, fazer um curso fantástico e degustar vinhos selecionados de diversos países”, resume Carlos Barcellos, diretor de marketing da revista VEJA.

A COLEÇÃO VINHOS DO MUNDO reúne 16 livros, 16 vinhos de 9 países diferentes - com variedades como o Syrah, Malbec, Prosecco, Torrontés , Cabernet Sauvignon e até mesmo um vinho de sobremesa -, e 16 adesivos aromáticos, com os principais aromas representados nos vinhos.

A edição da coleção, que tem patrocínio exclusivo Uniclass-Unibanco, ficou a cargo de Christian Burgos e contou com a colaboração de grandes especialistas no assunto. Para a importação e adequação dos vinhos ao projeto, VEJA contou com a parceria da Associação Brasileira de Exportadores e Importadores de Alimentos e Bebidas, a ABBA.

O primeiro kit, com a caixa especial de lançamento, presenteia os colecionadores com duas taças de degustação no formato oficial (ISO), um corta gotas e uma cartela de aromas. Chega à casa dos colecionadores na segunda quinzena do mês de junho e os demais kits a cada 15 dias.

O lançamento é exclusivo para o estado de São Paulo e poderá ser adquirido por telefone (11-3347-2135) ou por meio do site www.assineabril.com.br/adegaveja, por 7 x de R$ 59,90.

Conteúdo editorial - Cada livro, com 64 páginas e capa dura, tem seu conteúdo dividido entre uma aula do curso de vinho, com informações valiosas para quem está se iniciando nesse mundo (como comprar, como armazenar, o ritual no restaurante, as diferenças entre tintos, as diferenças entre os brancos, os acessórios, etc.), além de duas receitas elaboradas por chefs e suas harmonizações; e uma enciclopédia com a história do vinho, as principais regiões produtoras e um guia com as mais importantes vinícolas do mundo. Ao todo, são mais de 1.000 páginas, ricamente ilustradas com mapas, infográficos e belíssimas fotos.

Comentários (1)

Desvendado o mistério da espuma da cerveja

Por que a espuma de alguns tipos de cerveja dura mais que a de outras? Uma dupla de respeitados cientistas afirma ter dado um grande passo para desvendar um dos grandes enigmas da humanidade: por que a espuma de uma cerveja Lager (de baixa fermentação, o tipo mais consumido no mundo) desaparece rapidamente, enquanto a da Stout (cerveja preta forte, de origem irlandesa) perdura?

Em matéria na revista científica Nature, de Londres, os especialistas explicam que a descoberta tanto estabelece o debate Lager contra Stout quanto também pode ajudar o balconista na árdua tarefa de tirar o chope perfeito.

A espuma da cerveja é uma microestrutura com interfaces complexas. Em outras palavras, trata-se de uma estrutura celular de redes de bolhas de gás separadas pelo líquido. As paredes dessas bolhas movem-se como resultado da tensão na superfície e a velocidade com que o fazem está relacionada à curvatura das bolhas.

Como resultado desse movimento, as bolhas fundem-se e a estrutura fica espessa, o que significa que a espuma se assenta e acaba desaparecendo. Os autores da descoberta foram Robert MacPherson, matemático do Instituto de Estudos Avançados de Princeton, em Nova Jersey, e David Srolovitz, físico da Universidade de Yeshiva, em Nova York, ambos nos Estados Unidos. Eles usaram equações tridimensionais para calcular o movimento da espuma, com base no trabalho de um pioneiro da computação, John von Neumann, que em 1952 projetou uma equação dimensional. A matemática por trás do comportamento das bolhas de cerveja é similar à estrutura granular dos metais e das cerâmicas. Portanto, a equação pode ser empregada na metalurgia, nas fábricas e, é claro, nos bares.

Comentários

Consumo de vinho no mundo em progressão em 2006

O incremento do consumo de vinho no mundo se manteve em 2006, com um percentual de 1,4% a mais em relação a 2005, segundo um estudo da Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV) divulgado nesta terça-feira em Paris.

A OIV estimou que o consumo de vinho no mundo em 2006 foi de 240,8 milhões de hectolitros (hl), com um crescimento de 1,4% com relação a 2005, ano em que se registrou um aumento de apenas 0,1%.

A recuperação do consumo, que esteve em baixa até meados dos anos 90, deve-se, em grande medida, ao forte aumento registrado em países do chamado “Novo Mundo”, como Estados Unidos, Argentina, Chile, Austrália e Nova Zelândia.

A França se mantém como o principal consumidor (32,8 hl), com 55 litros anuais por habitante, diante da Itália (27,3 hl), dos Estados Unidos (25,9 hl), da Alemanha (19,4 hl) e da Espanha (13,7 hl).

Fonte: Último Segundo

Comentários

Novo portal móvel de crítica de vinhos é pioneiro na Europa

Texto reproduzido em sua língua original: Português de Portugal

O site Novacritica-vinho e a Alcatel-Lucent lançaram em parceria um portal móvel de crítica de vinhos, pioneiro na Europa, disponível em todos operadores portugueses de rede móvel.

Os críticos de vinhos e responsáveis pelo site, Tiago Teles e Pedro Gomes, assinalaram que, quando é feita uma crítica a um vinho, o portal móvel é imediatamente actualizado antes da página na Internet, o que significa que há mais críticas disponíveis no portal móvel (hoje mais de duas mil) do que na web (com cerca de 1.800).

António Neto, director-geral da Alcatel-Lucent em Portugal, assinalou que o portal móvel WAP, acessível a partir de qualquer telemóvel, se baseia numa plataforma tecnológica da marca e está disponível nos três operadores móveis portugueses, acrescentando que o serviço tem de ser subscrito enviando um SMS para o número 3400, com a palavra «vinho».

A subscrição é válida por um mês e custa um euro em qualquer dos operadores, para que «a cultura do vinho continue a fazer parte de Portugal», permitindo que quem escolhe um vinho num restaurante ou supermercado possa conhecer todas as informações e opiniões disponíveis sobre determinada marca, sublinha Tiago Gomes.

Pedro Gomes destacou o número de vinhos de qualidade existentes em Portugal, considerando que «os produtores nacionais procuram todos os dias fazer vinhos cada vez melhores». O serviço permite fazer uma consulta de vinhos por país (para os estrangeiros) ou região, por nível de classificação atribuída ao vinho ou pelo nome do vinho.

Diário Digital / Lusa

20-04-2007 7:51:49

Comentários

Cliente Outback pode ganhar viagem para a Austrália

O Outback Steakhouse vai levar o seu cliente mais criativo para a Austrália. Para concorrer à viagem basta responder à pergunta do novo concurso cultural do Outback e do Student Travel Bureau (STB): ” O que você faria em 15 dias na Austrália?”. O cliente com a resposta mais criativa e original vai passar 15 dias na Austrália, hospedado em casa de família e com uma bolsa de estudos para um curso de inglês.

Para participar, basta acessar o site do Outback (www.outback.com.br) ou do STB ( www.stb.com.br) ou preencher o cupom promocional em qualquer restaurante Outback Steakhouse. O concurso é válido de 16 de abril a 6 de maio, para maiores de 18 anos. O autor da melhor frase será contactado pelo Outback ou pelo STB entre 19 e 21 de junho. No dia 25 de junho, a frase vencedora será divulgada nos sites da empresas, onde o regulamento completo está disponível.

Em tempo, Outback é Cliente Costi Bebidas

Comentários

Fante lança Cooler em Lata

Cock Cooler em Lata
A história do cooler é bastante recente, tendo se originado no hábito norte-americano de misturar bebidas.
O cooler é um coquetel gaseificado elaborado com extratos naturais de frutas e vinhos jovens, resultando numa bebida refrescante e frisante com baixo teor alcoólico.
Agora Cock Cooler segue a consagrada apresentação em latas de 250ml características das bebidas energéticas.
Conheça:
Cock Cooler Pêssego R$ 1,85
Cock Cooler Morango R$ 1,85

Comentários (1)

SAB Miller que comprar inglesa S&N

SAB Miller
A cervejaria SAB Miller está desenhando a aquisição da inglesa Scottish & Newcastle em uma operação de 6,5 bilhões de libras (US$ 12,8 bilhões).
A informação publicada pela Reuters, reproduz reportagem do Jornal Sunday Express.
De acordo com a publicação, a cervejaria sul-africana poderia fazer uma oferta de US$ 14 por ação da S&N.

A Scottish & Newcastle, líder nos mercados inglês, russo e francês, é dona das marcas Kronenbourg 1664, Foster’s e Newcastle Brown Ale, está em 15 países da Europa e Ásia e exporta para mais de 60 países.
A empresa controla a Central de Cervejas e Bebidas, dona da marca Sagres - que será levada esse ano para o mercado inglês.
No ano passado, o faturamento da companhia foi de US$ 8,1 bilhões, ante US$ 7,5 bilhões em 2005.

A sul-africana SAB Miller está em 60 países.
Entre suas marcas estão Miller Genuine Draft e Peroni Nastro Azzurro.
No ano passado, o grupo faturou US$ 15,3 bilhões e teve um lucro antes de impostos de US$ 2,45 bilhões.
Em janeiro a empresas - que adquiriu a Bavaria Colombiana - anunciou investimentos de US$ 1,8 bilhão na América do Sul.
A SAB Miller está na Colômbia, Peru, Equador e Panamá e é líder em todos esses mercados.
Fonte: Valor Econômico

Comentários

« Publicações anteriores ·